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FCO aprova R$ 107,8 milhões para projetos em Mato Grosso do Sul e eleva carteira de 2026 a R$ 1,26 bilhão

O Conselho Estadual dos Investimentos Financiáveis pelo Fundo Constitucional do Centro-Oeste (CEIF/FCO) autorizou, em reunião extraordinária realizada na segunda-feira, 27, a liberação de R$ 107,8 milhões para financiar novos empreendimentos em Mato Grosso do Sul. Com a decisão, o montante de operações do FCO já aprovadas para o Estado em 2026 alcança R$ 1,26 bilhão, distribuído entre 632 pedidos de crédito aceitos desde o início do ano.

Ao todo, foram analisadas 38 cartas-consulta de empreendedores interessados em acessar recursos do fundo. Dessas, 34 se enquadraram na linha FCO Rural, que concentrou R$ 103,5 milhões — aproximadamente 96% do valor confirmado na sessão. Outras quatro propostas, no valor conjunto de R$ 4,33 milhões, pertencem à modalidade FCO Empresarial, voltada aos segmentos de comércio e serviços.

Foco no agronegócio

O setor produtivo rural permanece como principal beneficiário dos financiamentos. Entre os projetos aprovados na linha agrícola, 12 destinam-se à aquisição de máquinas e equipamentos, reforçando a modernização tecnológica de propriedades. A avicultura recebeu seis aprovações, enquanto quatro operações contemplam a compra de matrizes bovinas para renovação de plantel.

Outros pedidos atendidos envolvem correção de solo (quatro propostas) e reforma de pastagens (duas). Também foram validadas iniciativas direcionadas à citricultura (duas), além de projetos pontuais para irrigação, retenção de matrizes, suinocultura e melhorias estruturais em fazendas. A diversidade de finalidades evidencia a busca por aumento de produtividade e eficiência em diferentes cadeias do agronegócio sul-mato-grossense.

Distribuição geográfica

Os recursos contemplam empreendimentos espalhados por 31 municípios. Entre as cidades listadas aparecem Aparecida do Taboado, Campo Grande, Douradina, Itaporã, Três Lagoas, Corumbá, Ponta Porã, Maracaju, Chapadão do Sul, Ribas do Rio Pardo e São Gabriel do Oeste. A pulverização geográfica dos contratos foi destacada pelo conselho como fator que amplia o alcance das políticas de desenvolvimento regional em todo o território estadual.

Execução da cota anual

Com a nova tranche de liberações, o valor contratado até o momento representa 41,8% da cota de R$ 3,02 bilhões reservada à unidade federativa pela Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) para o exercício corrente. O índice indica que pouco menos de 60% do limite orçamentário segue disponível para futuras propostas a serem avaliadas nos próximos meses.

Os recursos do FCO destinados a Mato Grosso do Sul são legalmente divididos metade para a linha Rural e metade para a Empresarial. Cabe ao CEIF/FCO — colegiado que reúne representantes do governo estadual, instituições financeiras, entidades patronais e de trabalhadores — realizar a análise técnica e deliberar sobre cada solicitação, observando critérios de viabilidade econômica, impacto social e capacidade de pagamento.

Reunião extraordinária

A sessão de 27 de maio foi a terceira convocada de forma extraordinária em 2024. O formato permite agilizar pedidos considerados urgentes, sobretudo em períodos de safra ou quando há demanda imediata por expansão de capacidade instalada em setores estratégicos. A medida busca evitar atrasos na implementação dos projetos e, consequentemente, na geração de emprego e renda nos municípios atendidos.

Detalhamento da carteira 2026

O volume de R$ 1,26 bilhão já aprovado para 2026 está distribuído em 632 operações, o que demonstra ticket médio inferior a R$ 2 milhões por contrato. Segundo o conselho, a pulverização dos valores reduz a concentração de risco e amplia o número de beneficiários, estimulando pequenos e médios produtores rurais e empreendedores urbanos a investirem na expansão de suas atividades.

No agregado, os dados oficiais indicam que o FCO permanece como uma das principais fontes de financiamento de longo prazo para a economia sul-mato-grossense. A continuidade dos desembolsos, alinhada ao cronograma da Sudeco, deverá manter a disponibilidade de crédito para projetos que atendam às exigências técnicas e ambientais estabelecidas pelo fundo.

A próxima reunião ordinária do CEIF/FCO está prevista para as semanas seguintes, quando novos processos deverão ser avaliados. Até lá, interessados podem protocolar cartas-consulta junto às instituições financeiras habilitadas, observando os prazos e a documentação exigida para cada modalidade.