Pesquisar

Feira da Liderança no Anglo Três Lagoas aproxima famílias da leitura

A Feira da Liderança do Colégio Anglo, realizada em Três Lagoas, transformou o ambiente escolar em um espaço de emoção e participação ativa das famílias. Entre apresentações e trabalhos, os pais acompanharam de perto o que os filhos aprenderam e construíram ao longo do ano letivo. O evento funcionou como um marco para a comunidade escolar, unindo alunos, professores e responsáveis em torno da literatura e do desenvolvimento intelectual.

Para Ana Vitória Vilela e Renato Urban, pais de alunos da instituição, a experiência revelou muito mais do que o resultado de uma atividade pontual. A feira evidenciou o envolvimento das crianças com a leitura, a dedicação dos professores e a importância fundamental da família no processo de aprendizagem. A proximidade permitiu que os responsáveis vissem a evolução dos filhos em tempo real.

Leitura na rotina familiar

“A festa está linda. As crianças estão agitadas, ansiosas, porque estavam esperando muito por esse momento. Elas se prepararam praticamente o mês inteiro para apresentar o trabalho”, contou Ana Vitória. Segundo ela, o evento atua como um incentivo concreto à literatura, pois envolve pesquisa, leitura, preparação e apresentação. “Está tudo muito lindo. É um aprendizado para eles”, afirmou a mãe.

A preparação para a feira alterou a dinâmica doméstica. Ana Vitória relatou que os filhos precisaram ler, organizar a apresentação e montar os trabalhos, o que ajudou a reduzir significativamente o tempo de uso do celular. “Eles têm que ler o livro, preparar a apresentação, montar a maquete. Então o celular fica de lado por um bom tempo”, explicou. Ela destacou que a tecnologia ainda aparece como ferramenta de pesquisa, mas deixa de ser o centro da atenção.

No caso da filha menor, a leitura passou a fazer parte da rotina noturna da casa. “A gente tem que ler junto, toda noite, porque ela precisa gravar aquela historinha na cabeça para fazer a apresentação. É leitura de livro todos os dias à noite”, disse. Essa mudança de hábito demonstra como a escola pode influenciar positivamente o comportamento em casa.

Participação ativa dos pais

Renato também percebeu a feira como uma oportunidade de aprendizagem que vai além da sala de aula. Para ele, o projeto desperta a curiosidade e leva as crianças a conhecerem temas que talvez não fizessem parte do cotidiano delas. “Eles aprendem coisas que, se não fosse a feira, talvez não iriam saber. Isso é legal, é bom para a cultura”, avaliou o pai.

A feira também aproximou pais e filhos durante a preparação dos trabalhos. Renato resumiu a experiência de forma espontânea ao dizer que, muitas vezes, a atividade também envolve os adultos. “O trabalho também é para os pais. Tem que ajudar, tem que participar”, afirmou. Ana Vitória completou que esse acompanhamento permite aos responsáveis aprenderem junto com as crianças. O trabalho que chega em casa mobiliza pai, mãe e filhos, criando uma participação coletiva até o momento da apresentação.

Para os dois, assistir aos filhos no palco ou nos espaços da feira é motivo de orgulho. “A gente se emociona de ver cantando para a gente e apresentando para nós. Isso é muito gratificante”, disse Renato. Ana Vitória também destacou o impacto de ver o resultado de um processo longo. “Você vê ali o trabalho que eles começaram a fazer no começo do ano. A feira é o resumo do ano”, contou.

Quando perguntados sobre o maior desafio na educação dos filhos hoje, Ana Vitória e Renato foram diretos ao apontar o celular. Para eles, o uso da tecnologia exige limites constantes, embora também faça parte do aprendizado. “A gente tenta dar limite o máximo possível. É complicado, porque tem a parte ruim, mas também tem a parte boa, já que eles usam muito no aprendizado”, disse Ana Vitória.

Renato afirmou que os pais precisam disputar a atenção das crianças com outras atividades. “Temos que tirar a atenção deles um pouco: vamos brincar, vamos jogar bola, vamos brincar de boneca. Se a gente não tirar, eles vão para o celular, é automático”, afirmou. Na avaliação dos pais, eventos como a Feira da Liderança ajudam a criar esse deslocamento, porque colocam a leitura, a pesquisa, a criatividade e a convivência familiar no centro da experiência escolar. E, para quem acompanha de perto, o resultado aparece no brilho das apresentações e no orgulho de ver os filhos contando, com as próprias palavras, o que aprenderam.