Estudantes de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, estão utilizando cursos técnicos integrados ao Ensino Médio para antecipar sua entrada no mercado de trabalho. A estratégia combina a formação escolar com habilidades práticas em tecnologia, permitindo que jovens de 17 anos já desenvolvam sistemas reais para empresas da região.
Rafael, de 17 anos, exemplifica essa nova realidade. Ele concilia a rotina escolar, o trabalho e um curso livre de programação diariamente. Sua trajetória começou com pouco contato com o setor, mas hoje abrange back-end, bancos de dados, nuvem e automação. Atualmente, ele apresenta sistemas em fase de desenvolvimento a empresas locais.
A experiência transformou a visão de futuro do jovem. “Tudo me ensinou a ser resiliente, a priorizar o que realmente importa e não depender de terceiros para construir meu futuro”, afirmou Rafael. Essa mudança de perspectiva é comum entre os alunos que participam dos programas de tecnologia oferecidos na cidade.
Impacto no mercado local
Os dados indicam um impacto direto na empregabilidade. Segundo material divulgado pela assessoria de imprensa, mais de 350 contratos de jovem aprendiz foram assinados por estudantes da Jomap com empresas da região nos últimos três anos. O instituto atua como ponto de partida para essa aproximação entre a escola e o setor produtivo.
Yasmim Namie, de 19 anos, percorreu o mesmo caminho. Ela foi a primeira pessoa de sua família a ingressar na área de tecnologia. Após concluir o Ensino Médio com formação técnica, ela cursa Sistemas de Informação na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A base adquirida na escola facilita a aplicação dos conceitos na graduação.
No início, a complexidade da área gerava receio. “Havia o medo da dificuldade em conseguir aprender algo cada vez mais complexo”, lembra Yasmim. Contudo, a persistência permitiu que ela superasse as barreiras iniciais. Hoje, ela orienta outros estudantes que demonstram curiosidade pelo setor.
“Tenha a curiosidade de conhecer como todo recurso tecnológico funciona. Criar algo inovador não é inalcançável, é possível”, destaca a estudante. A orientação é voltada a famílias que percebem interesse dos filhos em programação, automação ou sistemas, mas não sabem por onde começar.
A recomendação para esses casos é procurar a escola e consultar sobre os cursos técnicos integrados ao Ensino Médio disponíveis na cidade. Essa via é especialmente útil para jovens que ainda definem seus caminhos, mas já manifestam interesse em tecnologia. Enquanto Rafael segue em transição, Yasmim avança na graduação, ambos utilizando a formação inicial como alicerce para carreiras em um mercado em ascensão.








