O Procon de Dourados mapeou, em 15 de maio, a cobrança pelo botijão de 13 quilos de gás de cozinha em 20 estabelecimentos do município e constatou diferenças que chegam a 20% no serviço de entrega em domicílio. O levantamento examinou tanto os valores praticados para retirada no ponto de venda quanto os montantes cobrados quando o produto é levado à residência do consumidor.
Entre as empresas analisadas, o menor preço identificado para retirada local foi de R$ 115,00, enquanto o maior atingiu R$ 135,00. Já na modalidade de entrega, os valores oscilaram de R$ 125,00 a R$ 150,00, evidenciando uma amplitude de R$ 25,00 entre a alternativa mais barata e a mais cara quando o cliente opta por receber o botijão em casa.
Distribuição dos valores apurados
O detalhamento do estudo mostra que sete revendedores comercializam o botijão por R$ 135,00 na entrega. Outros seis adotam a tarifa de R$ 130,00, dois praticam R$ 128,00 e mais dois vendem por R$ 125,00. Também foram encontrados pontos que cobram R$ 137,00, R$ 138,00, R$ 140,00 e o teto de R$ 150,00.
Nesse recorte, o órgão de defesa do consumidor calculou que o preço médio para entrega em domicílio situa-se em R$ 146,80. O patamar atual supera em 15,15% o valor médio observado em dezembro de 2025, que era de R$ 127,48. O percentual sinaliza um acréscimo significativo ao longo do período, afetando o orçamento de famílias que dependem do gás de cozinha para preparo de alimentos.
Impacto para o consumidor
A variação de R$ 25,00 no serviço de entrega representa economia potencial relevante para quem compara opções antes da compra. Segundo o Procon, o hábito de pesquisar permite ao consumidor direcionar recursos a outras necessidades, especialmente em momentos de elevação de custos de itens essenciais. O estudo reforça que diferenças aparentemente pequenas, quando acumuladas ao longo de vários ciclos de reposição, podem gerar impacto expressivo no orçamento mensal.
Em nota, o órgão recomenda que os moradores avaliem não apenas o preço do botijão, mas também eventuais taxas adicionais e prazos de entrega oferecidos por cada empresa. Apesar de o levantamento ter analisado valores em uma data específica, o Procon ressalta que o mercado sofre alterações frequentes e que a atualização contínua das cotações é fundamental para decisões de compra informadas.
Metodologia aplicada
A verificação de preços foi realizada por equipe do Procon em visitas presenciais aos 20 estabelecimentos selecionados. A amostragem incluiu revendedores de diferentes regiões de Dourados para compor panorama abrangente do município. Todos os valores registrados referem-se ao botijão tradicional de 13 quilos, formato mais comercializado no varejo residencial.
Os dados coletados foram consolidados em tabela divulgada pelo órgão, contendo nome fantasia de cada revenda, endereço, telefone de contato e valores para retirada e entrega. Ao tornar pública a lista completa, o Procon busca aumentar a transparência do mercado, estimular a concorrência e facilitar o acesso às informações por parte dos consumidores.
Canais de atendimento
O Procon de Dourados mantém atendimento para esclarecimento de dúvidas, registro de denúncias ou formalização de reclamações. Os moradores podem ligar para o telefone 2222-1539, enviar mensagem ao endereço eletrônico informado pelo órgão ou abrir solicitação on-line por meio de formulário disponível no portal oficial. As demandas recebem protocolo e são encaminhadas às áreas competentes para análise e eventual fiscalização.
Além de monitorar preços de produtos essenciais, o Procon atua em casos de publicidade enganosa, cobrança indevida, cláusulas abusivas em contratos e demais práticas que contrariem o Código de Defesa do Consumidor. Quando identificado indício de irregularidade, o órgão pode instaurar processo administrativo, aplicar sanções e encaminhar relatórios a outras instâncias responsáveis.
Relevância do acompanhamento periódico
O monitoramento sistemático de itens de primeira necessidade, como o gás de cozinha, integra calendário de pesquisas promovidas pelo Procon de Dourados ao longo do ano. O objetivo é fornecer indicadores que ajudem a população a planejar gastos e, simultaneamente, estimular empresas a manterem valores competitivos. A divulgação regular das oscilações contribui para formação de um ambiente de consumo mais equilibrado.
Com a mais recente sondagem revelando aumento de 15,15% em relação a dezembro de 2025, o órgão pretende intensificar o diálogo com revendedores para compreender fatores que influenciam a formação de preços, como custos de distribuição, tributos ou variação de demanda. Embora não defina tabelas obrigatórias, o Procon ressalta que acompanha a cadeia de comercialização para coibir abusos e garantir que a margem de lucro praticada não seja excessiva.
A pesquisa integral, contendo todos os valores encontrados e os contatos das revendas, permanece disponível ao público no site institucional. O acesso é livre e pode ser realizado a qualquer momento pelos interessados. O Procon reforça que manter-se informado é a melhor estratégia para reduzir gastos e exercer plenamente os direitos previstos na legislação.









