A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Campo Grande mantém diligências para localizar três homens apontados como participantes do homicídio de um morador do Jardim Canguru, ocorrido em novembro de 2025. O crime, considerado de extrema violência, foi elucidado após meses de investigações que contaram com depoimentos, exames periciais e a confissão de um dos envolvidos.
Segundo a DHPP, a vítima, cujo nome não foi divulgado, foi atraída para uma área de mata utilizada por dependentes químicos na região sul da capital. No local, foi rendida, torturada e enforcada antes de ser enterrada em uma cova rasa. Quando o corpo foi localizado, as mãos estavam amarradas e os membros inferiores haviam sido acomodados dentro de uma mala, sem separação do tronco. Os investigadores acreditam que os autores pretendiam esquartejar o cadáver, mas desistiram por falta de tempo ou de ferramentas adequadas.
A linha investigativa indica que o homicídio foi motivado por um desentendimento entre a vítima e um homem apontado como responsável pelo tráfico de drogas no bairro. A polícia apurou que o atrito levou quatro pessoas a planejar uma emboscada. A vítima teria sido convencida a ir até a região de mata, onde foi surpreendida pelos agressores. Na sequência, sofreu sessões de espancamento, foi asfixiada com corda e enterrada em seguida.
Durante as buscas, um dos suspeitos foi detido. Em interrogatório, ele admitiu participação, relatou detalhes da execução e confirmou a presença de três comparsas. O detido afirmou ter colaborado na imobilização da vítima e revelou a identidade dos demais envolvidos. As informações fornecidas auxiliaram a equipe da DHPP a reunir provas e a representar pela prisão preventiva do grupo.
Com base nos indícios reunidos, o Poder Judiciário expediu mandados de prisão contra Ernandes dos Santos, Sebastião Ernesto Rafael de Oliveira e Paulo Sérgio de Souza Rezende, que permanecem foragidos. A polícia divulgou cartazes com fotografias e dados pessoais dos investigados. Informações sobre o paradeiro dos suspeitos podem ser repassadas de forma anônima pelos canais oficiais das forças de segurança, como o Disque-Denúncia 181 ou o telefone 190.
Os laudos produzidos pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) confirmaram múltiplas lesões compatíveis com tortura, além de sinais de estrangulamento. Peritos também constataram que a cova onde o corpo foi localizado possuía menos de meio metro de profundidade, detalhe que facilitou a descoberta do cadáver semanas após o crime. Moradores que transitavam pela área teriam sentido odor forte e acionado a Polícia Militar, que preservou o local até a chegada da perícia.
As investigações continuam concentradas na localização dos três foragidos. Equipes da DHPP monitoram endereços em Campo Grande e em municípios vizinhos com apoio de outras unidades da Polícia Civil. A principal hipótese é de que o trio esteja recebendo auxílio de conhecidos para evitar a prisão. Segundo a delegacia especializada, qualquer pessoa que forneça abrigo ou auxílio aos procurados poderá responder por favorecimento pessoal.
O inquérito instaurado pela DHPP reúne, além da confissão do primeiro preso, depoimentos de testemunhas, imagens de circuitos de segurança instalados em pontos próximos e registros de telefonia que comprovariam a movimentação dos suspeitos perto da cena do crime. O delegado responsável pelo caso reforça que a colaboração popular é fundamental para o cumprimento dos mandados.
Enquanto aguarda a captura dos investigados, a polícia articula diligências complementares para esclarecer eventuais ramificações do crime, inclusive possível ligação com o tráfico de drogas no Jardim Canguru. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública reiterou que permanecerá mobilizada até a prisão dos três homens apontados como coautores do homicídio.
Qualquer informação sobre Ernandes dos Santos, Sebastião Ernesto Rafael de Oliveira ou Paulo Sérgio de Souza Rezende pode ser reportada de forma sigilosa e gratuita. A orientação é que a população não tente abordar os suspeitos e informe imediatamente a polícia sobre avistamentos ou pistas relevantes.








