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Presidente da Assembleia de MS pede mais investimentos em rodovias e logística

Gerson Claro, no estúdio da Rádio Massa FM Campo Grande Foto: Karina Anunciato/ Portal RCN67

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro, afirmou nesta terça‑feira (18) que o crescimento econômico do estado exige investimentos adicionais em rodovias, ferrovias, hidrovias e demais obras de infraestrutura, e que o debate sobre a Lei Orçamentária Anual de 2027 será central no segundo semestre.

Em entrevista à Massa FM Campo Grande, Claro avaliou o primeiro semestre da Casa, destacando a aprovação de projetos voltados a investimentos em infraestrutura, saúde e saneamento.

Entre os projetos citados, o parlamentar mencionou um financiamento de quase R$ 1 bilhão para obras de infraestrutura e a autorização de cerca de US$ 200 milhões destinados a melhorias nas rodovias.

Na área da saúde, ele ressaltou a parceria público‑privada que, segundo afirmou, deve ampliar o atendimento do Hospital Regional de Campo Grande.

Quanto ao orçamento de 2027, Claro defendeu que o planejamento das contas públicas seja feito com atenção ao equilíbrio fiscal, mantendo a alíquota de 17 % do ICMS como parte da estratégia de controle das despesas.

O deputado explicou que o desenvolvimento econômico do estado aumenta a demanda por estradas, escolas, unidades de saúde, habitação e outros serviços públicos, citando a BR‑163, onde ocorreu um acidente grave em Bandeirantes no domingo (16) que deixou quatro mortos. “Nós temos uma comissão que trabalha, que cobra, que questiona os valores e cobra a obra”, disse.

Sobre logística, Claro apontou a necessidade de investimentos em ferrovias, hidrovias e na conclusão da Rota Bioceânica, além de ações para recuperar o trecho do Rio Taquari, com participação do governo federal.

Ele também comentou o adiamento da licitação da Malha Oeste, ferrovia estratégica para o escoamento da produção, criticando a demora no processo de relicitação e defendendo a participação da iniciativa privada, desde que cumpridas as obrigações contratuais.

Para o segundo semestre, o presidente da Assembleia afirmou que a Casa manterá a fiscalização de obras e investimentos, ao mesmo tempo em que os parlamentares conciliarão as atividades legislativas com o calendário eleitoral de 2026.