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Superlua pode ser observada em Campo Grande apesar da previsão de chuva

Moradores de Campo Grande têm a oportunidade de acompanhar, nesta quarta-feira, 5 de novembro de 2025, a segunda superlua do ano. Mesmo com a previsão de chuva e céu parcialmente encoberto, o fenômeno torna o satélite natural mais visível, pois coincide com o ponto de maior aproximação em relação à Terra durante a fase cheia.

De acordo com informações do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Lua surgiu no horizonte às 18h45 e permanecerá acima da linha do céu durante toda a noite, condicionada à cobertura de nuvens. Nesse período, o diâmetro aparente do astro aumenta e o brilho pode atingir até 30% de intensidade adicional, o que dispensa o uso de equipamentos especiais para a observação.

Os astrônomos recomendam que o público aproveite intervalos sem chuva, especialmente logo após o pôr do sol. Nessa faixa de horário, o contraste entre o disco lunar e o restante do firmamento favorece a percepção do realce luminoso, além de proporcionar cenários com tons alaranjados que costumam atrair fotógrafos e entusiastas de astronomia.

A superlua desta quarta-feira é classificada como a penúltima de 2025. A próxima e última ocorrência do fenômeno está marcada para 4 de dezembro, também em fase cheia e com aproximação próxima ao perigeu. A visibilidade de ambas as datas dependerá do comportamento climático em cada região do país.

O termo “superlua” é empregado quando a Lua atinge o perigeu — ponto mais próximo da órbita em relação ao centro da Terra — simultaneamente à fase cheia. Essa configuração orbital reduz a distância média entre os dois corpos celestes e amplia a superfície iluminada visível a partir do planeta, resultando em maior brilho e ligeiro crescimento aparente do disco lunar.

Embora não seja raro em termos astronômicos, o evento costuma suscitar interesse de observadores casuais e profissionais. A combinação de tamanho e claridade intensificados, perceptíveis a olho nu, torna a superlua um dos fenômenos mais populares entre o público. Nas cidades com altos índices de iluminação artificial, como Campo Grande, o efeito visual continua notável, apesar de eventual interferência das luzes urbanas.

Para quem pretende acompanhar a superlua, a recomendação de especialistas inclui a busca por locais com ângulo de visão desobstruído, longe de prédios altos ou árvores densas. Mirantes, parques e áreas descampadas ampliam o campo visual e minimizam reflexos artificiais. A orientação adicional é evitar o uso de binóculos ou telescópios não adaptados, pois o aumento de luminosidade pode causar ofuscamento temporário.

Novembro reserva ainda outro destaque no calendário astronômico: o pico da chuva de meteoros Leônidas, previsto para a madrugada de 17 de novembro. Esse fenômeno, originado por detritos deixados pelo cometa Tempel-Tuttle, apresenta taxa variável de meteoros por hora e depende, assim como a superlua, de céus sem nuvens para observação eficiente. Em Campo Grande, a expectativa é que a luminosidade da Lua não interfira na visualização, já que o satélite estará em fase minguante na data do pico da chuva de meteoros.

Observadores interessados em registrar imagens devem ajustar a configuração de câmeras para tempos de exposição reduzidos, a fim de evitar superexposição causada pelo brilho elevado. Tripés, disparadores remotos e objetivas de distância focal média podem auxiliar na captura de detalhes da superfície lunar.

Em caso de tempo fechado, a orientação é aguardar aberturas ocasionais no céu. Mesmo lapsos curtos podem permitir vislumbres da superlua, pois o brilho intenso tende a despontar entre as camadas de nuvens mais finas. Segundo o Observatório do Valongo, esse comportamento aumenta a probabilidade de observação ao longo da noite, ainda que as condições meteorológicas permaneçam instáveis.