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Polícia Militar apreende 290 quilos de maconha em carro abandonado às margens da BR-267, em Nova Andradina

Nova Andradina (MS) – Militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam, na manhã de quarta-feira, 21, um automóvel carregado com quase 300 quilos de maconha. A ação ocorreu na rodovia BR-267, área rural do município, situado a cerca de 170 quilômetros de Dourados.

De acordo com informações divulgadas pelo DOF, a equipe realizava patrulhamento ostensivo pela estrada federal quando recebeu o relato de moradores da região sobre um veículo aparentemente atolado próximo ao acostamento. O chamado motivou a pronta verificação do ponto indicado, já que a rodovia, usada com frequência como rota de escoamento de drogas, exige monitoramento constante das forças de segurança.

No local apontado, os policiais localizaram um GM Astra parado em área de vegetação rasteira. Ao identificarem a presença da viatura, indivíduos que se encontravam nas proximidades fugiram em direção ao matagal. A fuga ocorreu de forma imediata, antes da possibilidade de abordagem, e nenhum dos suspeitos foi encontrado, apesar das buscas realizadas nos arredores.

Concluída a primeira varredura de segurança e assegurada a ausência de riscos, a equipe iniciou a vistoria no interior do automóvel. Na checagem, foram localizados diversos fardos compostos por tabletes de maconha. A carga ilegal foi retirada e pesada ainda na cena da ocorrência. Conforme a contagem oficial, o material totalizou 290 quilos do entorpecente.

Em razão da grande quantidade de droga, os policiais organizaram o transporte do veículo e da substância apreendida para a Delegacia de Polícia Civil de Nova Andradina. A apresentação formal de ocorrência inclui o registro dos bens confiscados, a comunicação ao delegado plantonista e a abertura de inquérito para apurar autoria, origem da droga e eventual destino pretendido pelos responsáveis.

O DOF estimou em aproximadamente R$ 600 mil o prejuízo causado às organizações criminosas envolvidas, valor calculado com base no preço de mercado da maconha e nas perdas relacionadas ao veículo apreendido. A quantia representa o impacto financeiro direto sobre a cadeia logística do tráfico e integra o relatório encaminhado aos setores de inteligência da corporação, que utilizam esses dados para mapear rotas e identificar possíveis conexões entre grupos atuantes na região de fronteira com o Paraguai.

Além de reforçar a estratégia de fiscalização móvel, a apreensão demonstra o papel das denúncias espontâneas no êxito das operações policiais. Segundo o departamento, a informação prestada pelos moradores foi determinante para localizar o carro e interceptar a carga. O DOF mantém canais permanentes de comunicação com a população, incentivando o repasse de dados que auxiliem no combate a crimes transfronteiriços.

Embora nenhum suspeito tenha sido preso até o momento, as investigações seguem em andamento. A Polícia Civil analisará impressões digitais, registros de propriedade do veículo e eventuais sinais identificadores adulterados, além de requisitar perícia no entorpecente para determinar aspectos como procedência e grau de pureza. A partir desse conjunto de evidências, a autoridade policial pretende chegar aos envolvidos no transporte e aos responsáveis pela logística do carregamento.

O caso se soma a outras apreensões realizadas na BR-267, trecho que liga diferentes municípios do Mato Grosso do Sul e figura entre os corredores rodoviários monitorados pelas forças de segurança estaduais e federais. O DOF, vinculado à Polícia Militar, mantém patrulhas regulares ao longo da via, sobretudo em pontos considerados críticos, como acessos secundários e áreas com histórico de uso para ocultação de veículos carregados com drogas.

Não há prazo definido para a conclusão do inquérito. As autoridades locais ressaltam, contudo, que a coleta de novas informações e a colaboração de testemunhas permanecerão entre as prioridades para identificar e responsabilizar os fugitivos que abandonaram o automóvel. O material entorpecente permanecerá sob custódia da Polícia Civil até determinação judicial sobre a forma de destruição.

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