Equipes da Força Tática e do Grupo Especializado Tático de Motocicletas (Getam) da Polícia Militar prenderam, na tarde de segunda-feira (1º), dois homens investigados por participação em um assalto à mão armada a uma lanchonete situado na Rua Antônio Esteves Leal, bairro Santa Júlia, em Três Lagoas. Um terceiro suspeito foi morto após, segundo a corporação, apontar uma arma de fogo contra os policiais durante a tentativa de abordagem.
O crime ocorreu na madrugada de sábado (30). Na ocasião, três indivíduos armados renderam funcionários e clientes do estabelecimento, subtraíram pertences e deixaram o local em um veículo que permaneceu sob posse do grupo após o roubo. Desde então, patrulhas e setores de inteligência da PM realizavam diligências para identificar os autores e localizar o automóvel.
Na tarde de segunda-feira, informações repassadas ao serviço de inteligência indicaram o paradeiro do trio e do carro utilizado na fuga. As equipes deslocaram-se até o ponto indicado, onde visualizaram os suspeitos e deram ordem de parada. De acordo com a versão apresentada pela corporação, Kayky Yukio Vieira Furuya, morador de Pereira Barreto (SP), sacou uma arma e apontou na direção dos militares. Para neutralizar a suposta ameaça, os policiais dispararam. Kayky foi atingido, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
A Polícia Militar informou que o homem morto era procurado pela Justiça do Estado de São Paulo e era apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). A arma que teria sido empunhada por ele foi apreendida, assim como munições e porções de entorpecentes encontradas com o grupo.
Os outros dois suspeitos foram identificados como Breno e Rafael. Eles obedeceram às ordens da equipe, entregaram-se sem oferecer resistência e foram detidos. Segundo a investigação preliminar, um dos presos conduzia o veículo usado na fuga logo após o roubo à lanchonete.
Após a prisão, Breno e Rafael foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Três Lagoas, onde permanecem à disposição da Justiça. Ambos serão interrogados sobre o roubo, a eventual posse de armas e drogas e a participação no confronto em que Kayky morreu.
Além das armas, munições e drogas, a polícia apreendeu o automóvel relatado pelas vítimas do assalto. Peritos realizaram exames no veículo em busca de impressões digitais, vestígios biológicos e outros elementos que possam reforçar a materialidade do crime.
O inquérito aberto pela Polícia Civil investigará dois eixos principais: a autoria do roubo à lanchonete e as circunstâncias da intervenção policial que resultou na morte de um dos investigados. O procedimento seguirá o protocolo previsto pela legislação, que determina a coleta de depoimentos dos agentes envolvidos, de testemunhas e a realização de perícias no local do confronto e na arma apreendida.
A corporação também vai apurar se há outros envolvidos não identificados no roubo e se o grupo mantinha ligação com facções criminosas na região. Informações sobre ordens judiciais pendentes contra os presos ou eventuais antecedentes criminais serão consolidadas e encaminhadas ao Ministério Público, que decidirá sobre eventuais denúncias.
Até o momento, não houve relato de feridos entre policiais ou civis durante a abordagem. A PM informou que continuará a intensificar o patrulhamento em áreas comerciais de Três Lagoas, especialmente no período noturno, para prevenir novos delitos semelhantes.
As vítimas do assalto de sábado foram contatadas para reconhecimento dos suspeitos e restituição dos bens. A identidade completa dos detidos não foi divulgada pela autoridade policial, que citou a Lei Geral de Proteção de Dados para restringir informações pessoais antes do oferecimento de denúncia formal.








