Search

Polícia prende homem monitorado por tornozeleira com mais de meio quilo de cocaína em hotel de Campo Grande

Uma ação conjunta do Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Capital e do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia de Cassilândia resultou, na quarta-feira (6), na prisão em flagrante de dois homens suspeitos de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A operação teve início em Campo Grande e foi concluída em Cassilândia, no interior de Mato Grosso do Sul.

As investigações começaram quando o SIG de Cassilândia recebeu denúncias anônimas indicando que um morador local, de 32 anos, monitorado por tornozeleira eletrônica, teria viajado a Campo Grande para comprar cocaína destinada à revenda em seu município de origem. De acordo com as informações repassadas, o entorpecente seria armazenado na residência do investigado, onde ocorreria a preparação para distribuição a usuários.

Com base nesses dados, o SIG compartilhou os relatos com o GOI, que passou a monitorar possíveis locais de permanência do suspeito na Capital. As equipes identificaram que ele havia se hospedado em um hotel situado no Bairro Pioneiros, região próxima ao terminal rodoviário intermunicipal. Policiais civis organizaram campana no entorno do estabelecimento para confirmar a presença do alvo e acompanhar eventuais deslocamentos.

No momento considerado oportuno, os agentes abordaram o quarto onde o homem estava hospedado. Sobre a cama foram encontradas porções de cocaína já fracionadas, enquanto uma mochila guardava a maior parte da droga. A pesagem totalizou aproximadamente 552 gramas de cocaína. Também houve apreensão de um aparelho celular que, segundo a polícia, era usado para comunicação com compradores e fornecedores.

Questionado pelos investigadores, o homem declarou que adquiriu o entorpecente em Campo Grande com a finalidade de revendê-lo em Cassilândia, visando lucro financeiro. Diante do flagrante, ele recebeu voz de prisão e foi conduzido a uma unidade policial na Capital para os procedimentos de praxe, incluindo registro do material recolhido e formalização do auto.

Após a detenção, o SIG prosseguiu com diligências no endereço do suspeito em Cassilândia, indicado nas denúncias como ponto de armazenamento de drogas. No imóvel, localizado em bairro residencial, os policiais encontraram um segundo homem, de 30 anos, apontado como responsável por manter a atividade ilícita enquanto o comparsa estava fora da cidade.

O indivíduo detido em Cassilândia possuía as chaves da casa e, segundo a Polícia Civil, realizava entregas a usuários locais. Durante as buscas, foram apreendidos cerca de 97 gramas de maconha já fracionada e embalada para venda. A droga estava distribuída em pequenas porções prontas para comercialização, reforçando a suspeita de continuidade do tráfico mesmo na ausência do principal investigado.

Com a materialidade confirmada pelas apreensões de cocaína e maconha, ambos os homens foram autuados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. As penas previstas podem chegar a 15 anos de reclusão, além de multa, conforme a legislação vigente.

A Polícia Civil informou que o uso da tornozeleira eletrônica pelo primeiro preso não impediu a prática dos delitos. O monitoramento por geolocalização, no entanto, auxiliou a equipe a delimitar os deslocamentos do investigado até o hotel onde a droga foi localizada, contribuindo para a coleta de provas.

Os entorpecentes apreendidos serão encaminhados para perícia, que deverá confirmar a pureza da cocaína e o peso exato das substâncias. O celular recolhido passará por análise técnica para identificação de contatos, mensagens e possíveis registros de transações financeiras relacionadas ao tráfico.

De acordo com as unidades envolvidas, a operação reforça a integração entre equipes da Capital e do interior do Estado no combate ao comércio ilegal de drogas. As investigações continuarão para identificar outros participantes da rede de distribuição, inclusive fornecedores e compradores, e apurar eventual ramificação em cidades vizinhas.

Os suspeitos permanecem à disposição da Justiça. A eventual concessão de liberdade provisória dependerá da avaliação do Poder Judiciário, que levará em conta a quantidade de droga apreendida, o uso de meio eletrônico de monitoramento e a possibilidade de reiteração criminosa.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a audiência de custódia ou sobre eventuais acordos de colaboração. A Polícia Civil orienta a população a manter o envio de denúncias anônimas que auxiliem na localização de pontos de armazenamento ou comercialização de entorpecentes em Mato Grosso do Sul.

Isso vai fechar em 35 segundos